Monitor da USP critica proibição de contagem de ato pró

Impedimentos nas contagens de público

O Monitor do Debate Político da USP, em parceria com a ONG More In Common, foi impedido mais uma vez de realizar a contagem de público em um ato pró-Lula na Avenida Paulista, ocorrido no dia 11 de outubro. Este episódio é apenas o terceiro em que a equipe, que costuma coletar dados sobre manifestações, se depara com restrições semelhantes durante eventos de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Anteriormente, a contagem foi barrada em um evento de lançamento da campanha em São Bernardo do Campo, assim como em uma manifestação em 3 de outubro na Rua Augusta.

Declaração do Monitor e More In Common

Em nota, o grupo de pesquisa e a ONG expressaram sua insatisfação em relação à proibição da contagem de espectadores. Eles ressaltaram que existem imagens aéreas disponíveis, divulgadas por veículos de comunicação e perfis que apoiam a campanha do petista, o que levanta questionamentos sobre a razão pela qual a contagem por uma equipe independente foi dificultada. A nota aponta que a autorização foi concedida para sobrevoos de drones usados em registros de divulgação, mas a recusa em permitir que uma equipe de pesquisa com histórico confiável realize a contagem sugere uma escolha deliberada e não apenas técnica.



Além disso, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) justificou a restrição com um protocolo rigoroso que visa a controle de drones não autorizados, destacando que mais de 135 mil drones foram impedidos de operar entre 2023 e o início de 2026. Entretanto, a equipe do Monitor do Debate Político, que utiliza drones para obter imagens a cada meia hora, reafirmou seu interesse em seguir solicitando permissões para contagens em eventos até o fim do segundo turno das eleições, garantindo que aplicarão o mesmo critério a manifestações do candidato opositor, Flávio Bolsonaro.

ato pró-Lula



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