A trajetória de Benjamin Ramalho até o Time Out
Benjamin Ramalho, ex-CEO da CASACOR, trilhou um caminho significativo no setor de hospitalidade e entretenimento antes de se envolver com o Time Out Market. Desde jovem, ajudava em eventos de moda, passando por várias experiências que incluíam produção de festas e gestão de locais temporários. Sua formação em hotelaria e experiências em grandes empreendimentos, como a Costa do Sauípe e o Hotel Unique, moldaram sua carreira e ampliaram sua visão sobre o mercado.
A busca por novos endereços para a CASACOR o levou à Avenida Paulista, onde ele encontrou o Conjunto Nacional, que estava com áreas desativadas. Essa descoberta foi crucial, pois anos depois se transformaria na escalada que o levaria a negociar a entrada do Time Out Market no Brasil, destacando sua relação com esse espaço.
O impacto do Conjunto Nacional na negociação
O Conjunto Nacional se tornou o local estratégico que facilitou a entrada do Time Out Market na América Latina. A Time Out, conhecida mundialmente por sua curadoria cultural e gastronômica, buscava um endereço emblemático em São Paulo para abrir sua primeira unidade na região. Ramalho, aproveitando sua conexão com o Conjunto Nacional, apresentou a ideia à marca britânica, que via no local uma oportunidade única para sua estreia sul-americana.

O interesse da Time Out em São Paulo vinha da reputação da cidade como um dos principais polos gastronômicos do mundo. Além disso, o espaço oferecido pelo Conjunto Nacional, com mais de 3 mil metros quadrados, permitia reunir diversas operações gastronômicas sob o mesmo teto, conceito que o Time Out Market visa implementar.
O que esperar do Time Out Market São Paulo
Previsto para abrir no primeiro semestre de 2027, o Time Out Market São Paulo contará com 17 operações gastronômicas, um café, salas para eventos e um espaço voltado para a realização de workshops e eventos culturais. O investimento inicial será de aproximadamente R$ 35 milhões, com a expectativa de atrair tanto o público local quanto turistas.
A proposta do mercado é ir além de uma simples praça de alimentação, combinando pratos de chefs renomados e novos talentos, refletindo a diversidade culinária da cidade. O espaço, que será adaptado para preservar a arquitetura original do Conjunto Nacional, também contará com áreas para eventos relacionados ao calendário cultural da cidade, como semana de moda e arte.
Desafios da construção em um edifício tombado
A adaptação do Conjunto Nacional para receber o Time Out Market traz grandes desafios, especialmente por se tratar de um edifício tombado. As intervenções precisam respeitar a estrutura existente, o que demanda um planejamento cuidadoso para garantir que as operações gastronômicas possam acontecer sem comprometer os elementos arquitetônicos que são parte da identidade do local. Além disso, o funcionamento do prédio enquanto as obras estão em andamento impõe horários restritos para serviços de construção mais barulhentos, criando limitações para a equipe de trabalho.
O investimento da Nomad e a estratégia de expansão
A fintech Nomad também terá um papel crucial no Time Out Market, com um contrato que prevê mais de R$ 100 milhões em investimentos ao longo de 10 anos. Com isso, a Nomad não só participará do financiamento das operações iniciais como também se concentrará em criar experiências exclusivas para seus clientes no mercado. Essa estratégia busca criar uma conexão entre as variadas operações gastronômicas e a experiência de marca da fintech, promovendo eventos e jantares especiais que envolvam tanto chefs locais quanto internacionais.
A previsão para uma futura expansão do Time Out Market em São Paulo parece promissora, pois Ramalho já expressou a intenção de abrir uma segunda unidade no centro da cidade. Com planos ambiciosos, o executivo também está mirando o Rio de Janeiro e Buenos Aires para estender a presença da marca na América Latina.

