Uma motociata de entregadores de aplicativo reuniu cerca de 100 motos na região central de São Paulo, em 21 de outubro de 2026, em apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A cobertura citada informa que o grupo percorreu vias da capital.
Segundo Junior Freitas, líder do movimento, a manifestação foi motivada por críticas do senador Flávio Bolsonaro (PL) a projetos que, na avaliação dos entregadores, ameaçam direitos da categoria.
O texto situa o ato na manhã de quarta-feira, 21 de outubro, mas a legenda da imagem o identifica como ocorrido na segunda-feira. A concentração foi na Praça Charles Miller, na zona oeste da capital.

A cobertura informa que não havia registro de incidentes até o início da tarde de 21 de outubro e menciona paralisações de entregadores em outras capitais em setembro de 2026. O ato também trouxe à discussão as relações entre trabalhadores e empresas de aplicativo.
Apoio a Lula e críticas ao projeto de Flávio Bolsonaro
Junior Freitas, líder do movimento, afirmou que os entregadores veem nas propostas criticadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) uma ameaça a direitos já conquistados. Segundo Freitas, o projeto defenderia negociações individuais com os patrões sobre jornada de trabalho e salário.
De acordo com Freitas, aquela foi a primeira motociata na cidade convocada por trabalhadores ligados à esquerda e apoiadores de Lula. A cobertura relata que manifestações desse tipo eram associadas a Jair Bolsonaro (PL) nas campanhas eleitorais de 2018 e 2022.
A mobilização ocorreu em meio à disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro, que haviam trocado acusações públicas nos dias anteriores. A campanha do petista protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para cassar a chapa adversária por supostas irregularidades envolvendo ações da Meta, controladora do Facebook e do Instagram; a campanha de Flávio negou as acusações.
Percurso em São Paulo e reivindicações dos entregadores
Depois da concentração, o trajeto passou pela Avenida Pacaembu e pela Avenida Heitor Penteado até alcançar a Avenida Paulista. Na região, os motociclistas passaram em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), antes de seguir pela Rua Augusta até a Praça Franklin Roosevelt.
Os participantes usaram adesivos, carregaram bandeiras e buzinaram durante o percurso, segundo a cobertura do ato. A passagem pela Avenida Paulista e pela Rua Augusta integrou o trajeto realizado pelos entregadores na capital.
Freitas também relatou dificuldades de contato com as empresas de aplicativo: segundo ele, os entregadores não recebem respostas, há bloqueios que considera indevidos e a categoria não tem direito de resposta. A reclamação foi apresentada pelo líder como parte das reivindicações dos trabalhadores.
Ao citar uma greve realizada em 2025, Freitas disse que a categoria pediu uma taxa mínima de R$ 10. De acordo com o relato, as empresas elevaram o valor de R$ 6,50 para R$ 7,50 e, meses depois, criaram uma modalidade com pagamento de R$ 3,50.

