Motoboys pró

Entregadores de aplicativo realizaram uma motociata pró-Lula em São Paulo em 21 de outubro de 2026. O ato manifestou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

Junior Freitas, líder do movimento, afirmou que a mobilização foi a primeira motociata do município convocada por trabalhadores ligados à esquerda e apoiadores de Lula. Segundo ele, atos desse tipo eram associados às campanhas eleitorais de Jair Bolsonaro em 2018 e 2022.

Os entregadores se concentraram na Praça Charles Miller, na zona oeste da capital paulista. A manifestação reuniu cerca de 100 motos e percorreu vias da cidade.

motociata pró-Lula

Freitas disse que críticas a propostas de Flávio Bolsonaro e preocupações com direitos da categoria motivaram o ato. A mobilização também levou às ruas reivindicações relacionadas à relação entre entregadores e empresas de aplicativos.

Concentração na Praça Charles Miller e trajeto pelas ruas de São Paulo

Após a concentração, os motociclistas seguiram pela Avenida Pacaembu e pela Avenida Heitor Penteado, em direção à Avenida Paulista. O percurso levou o grupo por vias da zona oeste e da região central da capital.



Na Avenida Paulista, a motociata passou pela sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e pelo Museu de Arte de São Paulo (MASP). Esses pontos fizeram parte do trajeto antes de o grupo deixar a avenida.

Em seguida, os participantes desceram a Rua Augusta rumo à Praça Franklin Roosevelt. O roteiro conectou a Avenida Paulista a esse ponto da região central de São Paulo.

Críticas a Flávio Bolsonaro e reivindicações dos entregadores

Junior Freitas, líder do movimento, afirmou que Flávio Bolsonaro representa uma ameaça aos entregadores por causa de um projeto que, segundo ele, poderia retirar direitos da categoria. Freitas disse que a proposta prevê negociar com o empregador questões como carga horária e salário.

Ao explicar as reivindicações, Freitas relatou que entregadores tentam contato com as empresas de aplicativos, mas, conforme sua avaliação, não recebem resposta e podem ser bloqueados sem justificativa. Ele também afirmou que os trabalhadores não têm direito de resposta quando enfrentam esse tipo de situação.

Freitas citou uma greve realizada em 2025 para pedir uma taxa mínima de 10 reais. Segundo ele, as empresas elevaram o valor de 6,50 para 7,50, mas, meses depois, criaram uma modalidade que reduziu a taxa para 3,50.

Serviço

  • Evento: Motociata pró-Lula
  • Data: 21/10/2026
  • Local: Praça Charles Miller, zona oeste de São Paulo


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