O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia participar de atos em São Paulo e no Rio de Janeiro em 24 de outubro, véspera do segundo turno. Segundo a campanha, estão previstas mobilizações nas duas capitais.
A agenda ocorre após o último debate eleitoral, marcado para 23 de outubro na sede da TV Globo, na zona oeste do Rio. Lula estará na cidade para participar do encontro.
Apoiadores e integrantes da campanha são os envolvidos nas mobilizações previstas para sábado. A possibilidade de chuva nas duas capitais preocupa aliados, que temem menor presença nas ruas.

O Rio é considerado importante para a disputa, e levantamentos divulgados em 19 de outubro apontaram uma diferença estreita entre Lula e Flávio Bolsonaro. A pauta envolve a organização dos atos, as condições climáticas e o quadro eleitoral.
Agenda dos atos em São Paulo e no Rio e preocupação com a chuva
Em São Paulo, a caminhada está prevista para as 14h de 24 de outubro, na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, a campanha considera realizar um evento pela manhã, mas a agenda ainda é apresentada como uma possibilidade.
A previsão indica mais de 70% de chance de chuva em São Paulo e possibilidade de precipitação fraca no Rio. Aliados de Lula temem que o tempo reduza a presença de apoiadores nas ruas.
Dirigentes petistas citam a mobilização na Avenida Paulista em 11 de outubro como demonstração da capacidade de reunir manifestantes. A Polícia Militar de São Paulo ainda não havia respondido ao ofício da campanha sobre o uso da avenida.
No primeiro turno, um impasse entre a PM, a Prefeitura e a organização levou à realização de um ato com Lula e Fernando Haddad na Rua Augusta. A campanha afirma que os atos de Lula em SP e no Rio não dependem de resposta formal da corporação, desde que as autoridades sejam informadas e não apresentem impedimentos.
Disputa no Rio e pesquisas sobre o segundo turno
O resultado do primeiro turno no Rio de Janeiro deixou Flávio Bolsonaro, do PL, com 4,9 milhões de votos no estado, contra 3,6 milhões de Lula. Aliados do senador projetam ampliar a vantagem, enquanto a campanha petista busca reduzir a diferença.
A possibilidade de uma mobilização na capital fluminense já era discutida antes do debate da Band. Nesse encontro, Lula chamou Flávio de “malandro carioca”, expressão que o candidato do PL classificou como desrespeitosa aos eleitores do estado.
Na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 19 de outubro, Flávio apareceu com 50,3% dos votos válidos e Lula, com 49,7%. A diferença era de quatro pontos percentuais na rodada publicada em 13 de outubro; o levantamento ouviu 2.002 pessoas entre 16 e 18 de outubro e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
A pesquisa AtlasIntel encomendada pela Bloomberg apontou Flávio com 51,1% e Lula com 48,9% dos votos válidos, uma distância de 2,2 pontos, ante 5,6 pontos na rodada anterior. Foram entrevistados 4.998 eleitores entre 13 e 18 de outubro, com margem de erro de um ponto percentual; as duas pesquisas estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram realizadas antes da divulgação de possíveis efeitos do debate da Band sobre as intenções de voto.


